sábado, 10 de abril de 2010

Que olhar...

Este final de ano foi inesquecível. Começou com um beijinho, com algumas conversas e planos de coisas que queríamos fazer mesmo antes de nos conhecer. Daí começou a dar uma grande vontade de vê-la e saber se ainda tinha a possibilidade de reencontrar tal prazer que me fez flutuar entre as nuvens.

Tudo levava a crer que não poderíamos nos encontrar na festa que acontecerá na mesma cidade que nos encontramos a primeira vez. Foi ótimo saber que eu poderia revê-la, mas o destino nos causava uma peça. Como dependerá de outra pessoa para poder reencontrá-la, esta que era a mulher que me deu a vida, mas enrolava meu meio de campo. Fiz jogo de carência e consegui o que queria.

Antes em nossas varias conversas diárias, tínhamos combinado de sermos felizes, juntos, neste final de ano. Fiz o que combinará pelas mensagens e levei uma garrafa de tequila para tirar a tensão. A viagem foi marcada por muita ansiedade, afinal seria a segunda fez que encontraria a mulher mais linda e não sabia como reagir com tamanho desespero de meu coração.

Segui a viagem que antes parecia tão rápida, desta vez foi a mais demorada. O ônibus parava em todos os lugares, as pessoas demoravam 1 zilhão de anos para descer. Minha asciedade aumentava, minha aflição de querer ver quem eu sabia de algum modo ser a pessoa que me faria o homem mais feliz do universo para sempre.

Quando cheguei à cidade tive imediatamente que pegar um taxi, pois não poderia demorar mais que já demorou. Ao chegar a casa e descer do carro, minhas pernas quase não suportavam mais o peso do meu corpo, meu peito não agüentava mais as batidas intensas do meu coração, minha barriga estava como no pólo sul, minhas mãos suavam. O primeiro passo foi o mais difícil, eu estava quase na frente dela, mas tinha um corredor enorme, e as pessoas que poderiam estar com ela e poderiam atrapalhar nosso reencontro.

Passei por este corredor como um pássaro que voa até sua fiel companheira. Tinha uma janela aberta, então puder vê-la de relance, e alguém já anunciará minha chegada. Parei na porta, la estava ela de costas para mim, a olhei e me estremece. Uma sensação boa que tomou conta de todo meu ser, era uma saudade e uma vontade de pular, saltitar e agarrar-la.

De repente ela se virou e me olhou, com aqueles olhos de “sereia”, lembro-me do movimento de cada fio dos cabelos mais lindos, que tinha visto somente uma vez em nosso primeiro encontro, e um sorriso doce que em encheu de alegria e vontade de não largar mais de seus abraços apareceu.

Tínhamos que nos controlar, então percebi que não estávamos sozinhos, cumprimentei todos e disfarcei o melhor sentimento que senti a muitos anos, disfarcei o aperto no peito e aqueles mesmo olhares de nosso primeiro encontro.

Minutos depois fui ao seu encontro, já de banho tomado, após uma longa viagem. A vi dentro da casa vizinha e fui chegando mais perto, mas a vontade de correr a abraçá-la era tamanha que meu corpo tremia e brigava com minha mente que sabia que não poderia fazer isso. Ela veio a meu encontro, e por 10 segundos nos beijamos, eu disse a ela o quanto era bom estar perto e sentir seu cheiro, disse também que eu falei que iria vê-la novamente.

Continua...

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